Prefeitura de Sorocaba ouve especialistas e busca diálogo sobre o caso do elefante Sandro

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A atual Administração da Prefeitura de Sorocaba tem dialogado com especialistas da área ambiental e profissionais ligados à causa animal a respeito do caso do elefante Sandro,  que, desde 1982, vive no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”.
Para o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), Sandro deve ser transferido para o Santuário de Elefantes Brasil, em razão da morte natural da sua companheira Haisa, ocorrida em 2020.
O desejo da atual Administração da Prefeitura sempre foi de que Sandro permaneça no Zoológico Municipal, onde já vive há tantos anos e é um dos animais mais queridos da população, e vem buscando tudo o que está ao seu alcance para isso.
No último domingo (20), houve reunião com veterinários, biólogos, entre outros especialistas da área, bem como pessoas ligadas à causa animal, para tratar, mais uma vez, sobre a situação do elefante e, assim, verificar todas as possibilidades do ponto de vista técnico, visando, sempre, garantir, em primeiro lugar, ao bem-estar do animal. Durante a reunião, uma Comissão foi montada para se reunir, em nova audiência, com o promotor do Ministério Público. A proposta apresentada envolvia a ampliação e melhorias no recinto do elefante Sandro, além de trazer uma companheira (elefanta) para ele no Zoológico Municipal. Na sequência, durante esta semana, a Prefeitura buscou o agendamento da audiência com o promotor do MP, Dr. Jorge Alberto de Oliveira Marum, para tratar do caso. Porém, a resposta do MP enviada ao município, nesta sexta-feira (25), sobre a nova conversa foi negativa.
Ainda, a Prefeitura vai protocolar, junto ao MP, na segunda-feira (28), um relatório técnico realizado por especialistas da área, incluindo os profissionais do “Quinzinho de Barros”, que será juntado aos autos do processo, para detalhar todas as possíveis consequências que a viagem até o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado na Chapada dos Guimarães (MT), pode acarretar à saúde do elefante Sandro, bem como a mudança repentina de ambiente, depois de tantos anos no Zoo, já que se trata de um animal idoso.
Um dos animais mais queridos do “Quinzinho de Barros”, Sandro era de circo até ser transferido para o Zoo. Atualmente, é considerado um animal idoso, recebendo cuidados especiais diários da equipe técnica do Zoológico. Na natureza, estima-se que um elefante possa viver, em média, 40 anos. Já, em recinto, 60 anos, pois, nesta condição, a expectativa de vida é sempre maior, já que os animais têm acompanhamento diário, cuidados médicos, alimentação controlada, além de não ter predadores.
Com 53 anos de existência, o Zoológico de Sorocaba é considerado um dos mais completos da América Latina e classificado no Ibama na categoria A, que é a mais elevada. Além do lazer, o parque vem desempenhando, ao longo desses anos, um importante trabalho de conservação, pesquisa, bem-estar animal e educação ambiental, que são as cinco funções de um zoológico moderno.

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